
Após o triunfo em Pequim, técnico da seleção feminina volta à Europa para treinar o Pesaro com majestade de campeão e modéstia de súdito
“Nada mudou”, despista José Roberto Guimarães, enquanto toma um chocolate gelado e admira o mar da varanda de seu novo apartamento em Pesaro, na Itália. Conforme as horas avançam, a rotina vai desmentindo o único técnico campeão olímpico no masculino e no feminino. Quase dois meses após o ouro com as meninas em Pequim, o sossego virou artigo raro. Microfones e gravadores se multiplicam nas entrevistas. Não dá mais para almoçar tranqüilo, sem o assédio dos fãs. Até os profissionais do vôlei querem tirar uma casquinha. De vez em quando ele ainda foge para uma pescaria, mas no dia-a-dia é impossível negar o óbvio: Zé Roberto voltou para a Itália como rei. Dono do ouro em Barcelona-92 com a equipe masculina, o técnico já estava acostumado ao assédio. Mas nada se compara à conquista das meninas na China. Depois de um ciclo dramático, que incluiu o trauma do 24-19 na semifinal em Atenas, a derrota no Mundial e uma prata amarga no Pan do Rio, a sensação hoje é de dever cumprido. Como diz o próprio Zé Roberto, agora é que ele pode sair tranqüilo de casa, com um sorriso no rosto. E é o que tem feito.
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